Fomos à Costa Amalfitana#3 (Amalfi, Positano, Minori e Salerno)

As cidades mais conhecidas da Costa Amalfitana são, seguramente Amalfi e Positano. Com 6 e 8 kms quadrados, as cidades criam um cenário incrível sobre a encosta. Cada uma com a sua igrejas, ruas estreitas que explorámos a pé e debaixo de um sol insuportável. Comemos pão com tomate e mozarela, peixe frito e muitos gelados. São bonitas, iguais às fotos (às que não deturpam a realidade com filtros). Em Agosto, como qualquer sítio, a quantidade de pessoas na rua incomoda um bocadinho, o que quer dizer que também nós incomodamos um bocadinho…

Em Amalfi conhecemos o peixe frito e o pão com tomate e mozarella, vendidos em pequenos “tascos”, virados para rua principal, a preços perfeitamente aceitáveis para o destino em questão. Demos por nós a pensar várias vezes “pensei que ia ser mais caro, mais inatingível!”.

Aproveitámos numa das manhãs para fazer o Tour dos Limões, já que o limão amalfitano é o ex-libris da região. Escolhemos o Lemon Tour de Riso porque os reviews eram muito bons e porque Amalfi não exigia uma logística de transporte muito grande. Não nos arrependemos! Marcámos a visita facilmente, via whatsapp, embora internamente não o tenham registado. Quando chegámos ao ponto-de-encontro, não desconfiavam que a reserva tinha sido feita. À boa maneira mediterrânica, tudo se arranja e lá nos acomodámos à vez no tuk tuk, e seguimos em direção à quinta, no topo da rua principal, a uma altitude considerável. A visita guiada é feita pela família De Riso, as explicações são muito completas, sem ser monótonas. Toda a família é muito animada e ainda nos deu a provar gomos de limão simples no início e bolo de limão e limonada no fim do tour. Antes de virmos embora ainda aprendemos a fazer limoncello, ao ar livre, com o sol de fundo e um cenário de mar e encosta de cortar a respiração. Hoje em dia, vivem mais do turismo do que da venda dos limões. A produção sustentável é dispendiosa, utiliza mão de obra e conhecimentos que estão a desaparecer com o tempo e, definitivamente, o preço dos limões, apesar de astronómico, não paga o esforço.

Positano talvez seja a versão elitista de Amalfi. Estende-se encosta acima, por ruelas e escadarias, com janelas, algumas escavadas na parede, para o mar azul brilhante. A sumptuosidade da cúpula da Igreja de Santa Maria Assunta abraça a cidade e faz parecer que é um paraíso intocável. Os restaurantes e espaços de comércio são direcionados para a classe alta e estão “à pinha”. As ruelas estreitas, os cheiros e o cuidado com as casas acrescenta charme ao sítio. É para ir, passear, beber uma limonada fresquinha se encontrar um restaurante que permita (encontrámos muitos que só aceitavam clientes se fosse para fazer uma refeição) e tirar a foto postal.

Capa Fomos à Costa Amalfitana 2

Minori fomos a pé e é bastante minori em tamanho. Comemos na Pasticceria Sal de Riso, as famosas (e um pouco enjoativas) babas com rum e limoncello, Demos mais umas voltas mas não nos cativou a ficar mais do que 1 hora.

Não sei se foi por falta de sorte ou se é mesmo assim, mas visitámos Salerno num dia de feriado e não morremos de amores, bem pelo contrário. Uma cidade um pouco fantasma, sem gente, normalíssima. Uma praia suja, uma catedral bonita, um museu com algum cheiro a mofo e um centro histórico agradável. Ficou a sensação de que o tempo seria mais bem gasto em qualquer outro sitio.

Das quatro cidades, até que alguém prove o contrário, as imperdíveis são Amalfi e Positano. Vale a pena ir ali, trazer na retina as fotografias cinematográficas, no estômago a satisfação de comer um suculento tomate com mozarella e basilíco e nas pernas o cansaço de quem corre por gosto não cansa!

Sara

Fotografias: próprias | imagem de Positano @pixabay

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