Prova cega de Porto Tawny 20 anos: haverá escolha acertada?

Vinho do Porto? Sim, gostamos muito. Vamos ao que interessa. Tawny 20 anos? Qual o melhor? Qual o que gostamos mais? Qual aquele que deve escolher no momento de comprar? Que questões devemos ou não colocar no momento da compra? Não foi, propriamente, com o objetivo de responder a estas perguntas que estivemos na prova cega de Vinhos do Porto Tawny 20 anos, organizada pelo amigo Paulo Pimenta (da página do Wine & Stuff), na Charming House Cedofeita, Porto.

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Mas, porque não juntar o útil ao agradável? Se podemos ajudar alguém a tomar melhores decisões,  perfeito.

Primeira pequena descoberta. Um Tawny 20 anos é feito de vinho 20 anos? Ou de uma mistura de colheita cuja média é 20 anos? Não. Peremptoriamente não. De momento, um Tawny 20 anos é avaliado pelo seu perfil como vinho, que pode conter vinho de colheitas com 5 anos ou com 100. O trabalho da equipa de enologia é fundamental, bem como o perfil pelo qual as marcas querem ser conhecidas.  (se percebemos mal digam-nos)

Estão prontos para viagem? Apertem os cintos e não se esqueçam, se beberem, chamem um Uber, porque com certeza não estaremos em condições de dar uma boleia. Vamos dizer os  preferidos do Tudo Incluído e depois iremos fazer contas e fazer contas aos pontos, de acordo com a publicação publicada no Wine & Stuff.

Então cá vai. Número de vinhos: 12. Havia algum vinho de menor qualidade: não. (Não esperávamos outra, pois o nosso anfitrião habitua-nos mal). Não houve vinho zero (vinho para afinar o palato), pois dada a qualidade da matéria-prima, não seria preciso – não foi.

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Os nossos preferidos: Kopke, Cálem e Quinta do Estanho. O perfil mais envelhecido e doce do Maynard’s não foi de nossa total preferência, bem como a suavidade do Valriz, que nos parece menos afirmativo que os seus “irmãos de prova”. Como característica mais singular, sublinhamos a acidez presente no vencedor: o Sandeman. Por descortinar está a nossa apetência para provar 12 vinhos de assentada, facto que aparentemente não pareceu influenciar a audiência presente.

A questão que se agora coloca é a seguinte, pouco mais de 5 pontos separa o primeiro do último, pois está na altura de olhar para os preços. Vamos a isso.

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Ao olharmos detalhadamente para os preços e pontuação, chegamos à conclusão que a opção mais em conta é o Maynard’s. Explicará isso a pontuação? Não sabemos, mas se fôssemos a Proteste, então estava entregue o prémio poupança. Por outro lado, o Vasques de Carvalho talvez não seja a opção mais vantajosa (voltaremos a provar). O Sandeman obrigou-nos a fazer contas ao preço por litro, já que a garrafa que encontramos à venda apenas tinha 50cl, porém é a segunda que exige menos investimento inicial (e afinal, depois de aberta a garrafa não é para durante um ano). O Quinta do Estanho, bem…após mais de 15 minutos de procura do um preço fiável, ou até de encontrar o produto à venda online (estamos na segunda década do Séc. XXI), quase desistimos. Porque gostamos muito,  ganha o prémio “poder podia, mas não ia dar“. (nota: estamos disponíveis para ajudar).

Assim, pensando na relação qualidade/preço e perfil do vinho, os 3 vencedores são: Sandeman, Cálem e Dow’s. 

Claro que gostos não se discutem e esperamos ter dado assunto para acender a discussão.  Foi de facto uma prova em que aprendemos muito e que nos permitiu ter um horizonte mais alargado do mundo do Vinho do Porto Tawny. O 20 anos é um perfil que nos agrada e que, felizmente, não tem um preço proibitivo e, como vimos nesta prova – o preço não é tudo.

Se quiserem colocar o vosso palato à prova e aprender mais sobre Tawny’s 20 anos, dia 29 de fevereiro há uma segunda ronda. Same hour, same place.

Paulo Salgado

Fotogrias: próprias – http://www.tudoincluido.co

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